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Leitura Orante: O Jovem Rico Mt 19,16-22
Leitura Orante: O Jovem Rico Mt 19,16-22

Leitura: O que diz o texto? Leia atentamente o texto lembrando-se que ele é uma resposta para resolver conflitos que a comunidade de Mateus estava enfrentando. Quais são esses conflitos? Qual a recomendação que Jesus faz e que Mateus repete para as suas comunidades quarenta e sete anos depois? É preciso saber que Mateus esta escrevendo para Judeus convertidos e, portanto, apegados ao cumprimento da Lei. Este jovem é um deles. É um observador restrito da Lei. Só que essa observância não basta ele quer mais do que isso. É interessante notar que geralmente, os pobres pedem a cura do corpo e soluções para seus problemas imediatos. Os ricos pedem para “possuir” a vida eterna. A forma muito pedagógica de Jesus o manda observar o que esta escrito na Lei (Ex 20,12-16; Dt 5,16,20 e Lv 19,18). Esses Mandamentos são aos que versam sobre o justo relacionamento com o próximo, pois, para Jesus, os mandamentos relativos ao amor a Deus estão contemplados no amor ao próximo. O jovem mostrando que conhecia muito bem as escrituras responde que a observava desde pequeno e pede: - o que mais me falta fazer? Jesus vendo que o jovem quer mais do que isso, o chama para ser discípulo através da renuncia voluntária aos bens, a partilha com os pobres e o seguimento até a cruz. Mas o jovem não se sente com condições de viver isto é, entristecido, se retira. E assim podemos concluir que o caminho para a vida eterna é o seguimento de Jesus, com seu amor misericordioso, libertador e sem restrições. O apego à riqueza, por sua vez, afasta a pessoa desse seguimento. Além disso, aquele que serve à riqueza está consolidando o sistema injusto que oprime e explora os pobres para o aumento dos bens dos ricos.

 

  1. Meditação: O que o texto diz para mim, hoje? Esta narrativa é encontrada também em Marcos (Mc 10,17-22) e Lucas (18,18-23), com pequenas diferenças entre si. Valeria a pena ler as duas narrativas e observar quais são essas diferenças. Um dos episódios mais angustiantes é esta história do jovem rico, que perdeu a mais estupenda oportunidade do mundo, retirando-se pesaroso, porque era possuidor de muitos bens. Esta história é a de toda humanidade em geral.

Muitos recusam a salvação que Jesus nos oferece, não pelo fato de possuir muito dinheiro ou muitas propriedades, pois os ricos formam uma minoria, mas porque todos, todos nós, possuímos grandes bens, embora de outra natureza como idéias preconcebidas, confiança em nossos próprios julgamentos, apego a tantas coisas, o nosso orgulho, a nossa fidelidade sentimental ou interesseira a certas instituições ou organizações, preocupações de amor-próprio, hábitos de vida que não temos o menor desejo de sacrificar. É incrível como nos prendemos a direitos adquiridos, a vaidades e honorários deste mundo. Todas essas posses nos acorrentam e nos mantém exilados de Deus.

Porque a mensagem de Cristo foi tão mal acolhida entre os sacerdotes de Jerusalém? A resposta é simples; eles também possuíam “grandes bens”: sua ciência de rabinos, suas honrarias públicas, sua autoridade, suas funções oficiais importantes, enfim. O jovem rico é de fato, um dos personagens mais trágicos que já existiram. Não devido às suas riquezas (porque a riqueza, em si, não é boa nem má), mas pelo fato de estar sujeito ao amor do ouro, por colocar o coração nisso, e como diz o apóstolo Paulo, é a fonte de todos os males. Ele poderia ter possuído os seus milhões, mas se o seu coração a eles não estivesse acorrentado, como lhe teria sido fácil entrar no Reino dos Céus.

Qualquer que seja minha vocação: Jovem, leigo, religioso, religiosa, sacerdote, devo estar dentro do Projeto de Deus. Digo, no dia-a-dia, "sim" aos Mandamentos de Deus? Isso me basta ou quero mais? O que esta me impedindo de seguir Jesus Cristo hoje? O que preciso “vender, me desfazer ou partilhar” para ser discípulo ou discípula de Jesus? É preciso estar livre - "venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres e, depois, vem e me siga-me". Livres de tudo, para ter tudo, estar com Aquele que é o Tudo. A Deus não se entrega pela metade.

  1. Oração: O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo: “Espírito vivificador, a ti consagro o meu coração: aumenta em mim o amor a Jesus. Dai-me coragem de desfazer-me de tudo que me impede de segui-lo plenamente e faze-me sentir filho amado do Pai. Amém”. E você? Agora é a sua vez. O que gostaria de dizer a Deus em oração?

 

  1. Contemplação: Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sou chamado a encarnar o Evangelho no coração do mundo. Meu novo olhar é iluminador, ou seja, com minha vida e exemplo vou iluminar com a luz de Cristo as sombras do mundo atual baseado no ter e indicar às pessoas com quem convivo os caminhos de uma vida nova baseado no ser. Afinal, esta a missão de todo cristão. E o seu? O que este texto esta lhe sugerindo assumir de concreto?